3º Trimestre de 2014_Lição 2: O Propósito da Tentação
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3º Trimestre de
2014
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Lição
2
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13 de Julho de 2014
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TEXTO ÁUREO
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“Meus irmãos, tende
grande gozo quando cairdes em várias tentações, sabendo que a prova da vossa
fé produz a paciência” (Tg 1.2,3).
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VERDADE PRÁTICA
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O triunfo sobre a
tentação fortalece-nos espiritualmente e nos torna mais íntimos de Deus.
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HINOS SUGERIDOS
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34, 195, 246.
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LEITURA DIÁRIA
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Segunda - Pv 1.10
Tentado, não cedas!
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S
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Terça - Hb 2.18
Jesus foi provado assim como nós
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T
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Quarta - 1Pe 1.7
Tentação, a provação da fé
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Q
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Quinta - Dt
8.2,3
Conheça a ti mesmo
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Q
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Sexta - Mt
26.41
Vigilância e oração
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S
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Sábado - 1Pe 5.9
Identificação através das provações
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S
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LEITURA
BÍBLICA EM CLASSE
Tiago 1.2-4,12-15.
2 - Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes
em várias tentações,
3 - sabendo que a prova da vossa fé produz a
paciência.
4 - Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita,
para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma.
12 - Bem-aventurado o varão que sofre a tentação;
porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem
prometido aos que o amam.
13 - Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou
tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta.
14 - Mas cada um é tentado, quando atraído e
engodado pela sua própria concupiscência.
15 - Depois, havendo a concupiscência concebido, dá
à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno
deverá estar apto a:
·
Conceituar a tentação.
·
Pontuar a origem da tentação.
·
Compreender o propósito da tentação.
PALAVRA
CHAVE
Tentação: Impulso
para a prática de alguma coisa censurável ou não recomendável.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Definitivamente, o homem moderno não está preparado
para sofrer. Os membros de muitas igrejas evangélicas, através da Teologia da
Prosperidade, têm se iludido com a filosofia enganosa do “não sofrimento”. O
resultado é que quando o iludido sofre o infortúnio, perde a fé em “Deus”. Mas,
que se entenda bem, num “deus” que nada tem com as Escrituras! A lição dessa
semana tem o objetivo de resgatar esse ensinamento evangélico (Tg 1.2).
Aprenderemos acerca da tentação, do sofrimento e da provação, não como
consequência de uma vida de pecado ou de falta de fé, mas como o caminho
delineado por Deus para o nosso aperfeiçoamento. Ninguém melhor do que Jesus
Cristo, com seu exemplo de vida, para nos ensinar tal lição (Hb 5.8). O convite
do Mestre é um chamado ao sofrimento por amor do seu nome (Jo 16.33; Mt
5.10-12).. Tenhamos todos uma
excelente e abençoada aula!
I. O FORTALECIMENTO PRODUZIDO PELAS TENTAÇÕES (Tg
1.2,12)
1. O que é tentação. O
termo empregado na Bíblia tanto no hebraico, massah, quanto no grego,
peirasmos, para tentação, significa “prova”, “provação” ou “teste”. A expressão
pode estar relacionada também ao conflito moral, isto é, a uma incitação ao
pecado. De fato, como mostram as Escrituras, a tentação é uma provação, uma
espécie de teste. O pecado, por sua vez, já se trata de um ato imoral
consumado. Por isso, a tentação não é, em si mesma, pecado, pois ninguém peca
quando passa pelo processo “probatório”. A própria vida terrena do Senhor Jesus
demonstra, com clareza, a distinção entre tentação e pecado. A Epístola aos
Hebreus afirma que Jesus, o nosso Senhor, em tudo r foi tentado. Ele foi
provado e testado em todas as coisas. Todavia, o Mestre não pecou (Hb 4.14-16).
Portanto, confiantes de que Jesus Cristo é o nosso Sumo Sacerdote perfeito,
devemos nos aproximar, com fé, do trono da graça sabendo que Ele conhece as
nossas tentações e pode nos dar a força necessária para resistirmos (1Co
10.13).
2. Fortalecimento após a tentação (v.2). Do
mesmo modo que o ouro precisa do fogo para ser refinado ou purificado, o
cristão passa pelas tentações para se aperfeiçoar no Reino de Deus (1 Pe 1.7).
Quando tentado, o crente é posto à prova para mostrar-se aprovado tal como
Cristo, que foi conduzido ao deserto para ser tentado por Satanás e embora
debilitado e provado espiritualmente, saiu do deserto vitorioso e fortalecido,
tendo em seguida iniciado seu ministério terreno de pregação a respeito do
Reino de Deus (Lc 4.1-13). À luz do exemplo de Cristo, compreendemos bem o que
Tiago quer dizer quando exorta-nos a termos “grande gozo quando [cairmos] em
várias tentações”. Tal conselho aponta para a certeza de que ao passar pela
tentação, além de paciente e maduro, o crente se sentirá ainda mais fortalecido
pela graça de Deus.
3. Felicidade pela tentação (v.12). Quando
o cristão é submetido às tentações há uma tendência de ele entregar-se à
tristeza e à angústia. Mas atentemos para esta expressão: “Bem-aventurado o
varão que sofre a tentação”. Em outras palavras, como é feliz, realizado ou
atingiu a felicidade aquele crente que é provado, não em uma, mas em várias
tentações (v.2). Ser participantes dos sofrimentos de Cristo e ao mesmo tempo
felizes parece paradoxal. A Bíblia, porém, orienta-nos a que nos alegremos em
Deus porque a tribulação produz a paciência, e esta, a experiência que,
finalmente, culmina na esperança (Rm 5.3-5). Isto mesmo! Vivemos sob a
esperança de receber diretamente de Jesus a coroa da vida. Uma recompensa
preparada de antemão pelo nosso Senhor para os que o amam. Você ama ao Senhor?
É discípulo dEle? Então, não tema passar pela tentação. Há uma promessa: Você
“receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam”.
Alegre-se e regozije-se em ser participante das aflições de Cristo, pois é
justamente nessa condição — de felicidade verdadeira —, que Ele nos deixará por
toda a eternidade quando da revelação da sua glória (1Pe 4.12,13)!.
SINOPSE DO TÓPICO (1)
A tentação é uma espécie de prova ou teste, que uma
vez vencido, fortalece a vida do crente.
II. A ORIGEM DAS TENTAÇÕES (Tg 1.13-15)
1. A tentação é humana. Embora
a tentação objetive provar o crente, as Escrituras afirmam que ela não vem da
parte de Deus, mas da fragilidade humana (Tg 1.13). O ser humano é atraído por
aquilo que deseja. A história de Adão e Eva nos mostra o primeiro casal sendo
tentado por aquilo que lhe atraía (Gn 3.2-6). Mesmo sabendo que não poderiam
tocar na árvore no centro do Jardim do Éden, depois de atraídos pelo desejo,
Adão e Eva entregaram-se ao pecado (Gn 3.6-9). A Epístola de Tiago aplica o
termo “gerar”, utilizado no versículo 15, à ideia de que ninguém peca sem
desejar o pecado. Assim, antes de ser efetivamente consumada, a transgressão
passa por um processo de gestação interior no ser humano. Portanto, a origem da
tentação está nos desejos humanos e jamais no Altíssimo, “porque Deus [...] a
ninguém tenta”.
2. Atração pela própria concupiscência. O
texto bíblico é claro ao dizer que “cada um é tentado, quando atraído e
engodado pela sua própria concupiscência” (v.14). A tentação exterioriza o
vício, os desejos, a malignidade da natureza humana, isto é, a concupiscência.
Ser tentado é sentir-se aliciado pela própria malícia ou os sentimentos mais
reclusos de nossa natureza má. Você tem ouvido o ressoar das suas malícias?
Elas te atraem? Ouça a Epístola de Tiago! Não dê vazão às pulsões interiores,
antes procure imitar Jesus afastando-se do pecado. Assim, não darás luz ao
pecado e viverás.
3. Deus nos fortalece na tentação. Embora
a tentação seja fruto da fragilidade humana, quando ouvimos o Espírito Santo,
Deus nos dá o escape em tempo oportuno: “Não veio sobre vós tentação, senão
humana; mas fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis, antes
com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar” (1Co 10.13).
O Santo Espírito nos fará lembrar a Palavra de Deus para não pecarmos contra o
nosso Senhor Altíssimo (Is 30.21; Jo 14.26). Todavia, para que isso seja uma
realidade em nossa vida, precisamos cultivara Palavra de Deus em nossos
corações (Sl 119.11).
SINOPSE DO TÓPICO (2)
A origem das tentações é a fragilidade humana, a
atração pela própria concupiscência. Todavia, Deus é a fonte do nosso
fortalecimento na tentação.
III. O PROPÓSITO DAS TENTAÇÕES (Tg 1.3,4,12)
1. Para provar a nossa fé (v.3). Na
época de Tiago, os cristãos estavam desanimados por passarem duras provas de
perseguição. No versículo três, o meio-irmão do Senhor utiliza então o termo
“sabendo”, o qual se deriva do verbo grego ginosko e significa saber,
reconhecer ou compreender, para encorajá-los a compreenderem o propósito das
lutas enfrentadas na lida cristã: Deus prova a nossa fé (Tg 1.12). À semelhança
do aluno que estuda e pesquisa para submeter-se a uma prova e, em seguida, ser
aprovado e diplomado, os filhos de Deus são testados para amadurecer a fé uma
vez dada aos santos (Jo 16.33; Jd 3). O capítulo 11 da epístola aos Hebreus
lista inúmeras pessoas que tiveram sua fé provada, porém, terminaram vitoriosas
e aprovadas. Por isso o referido texto bíblico é conhecido como a “galeria dos
heróis da fé”. .
2. Produzir a paciência (vv.3,4). No
grego, “paciência” deriva de hupomone e denota a capacidade de perseverar, ser
constante, ser firme, suportar as circunstâncias difíceis. A palavra aparece em
o Novo Testamento ao lado de “tribulações” (Rm 5.3), aflições (2Co 6.4) e
perseguições (2Ts 1.4). Mas também está ligada à esperança (Rm 5.3-5; 15.4,5;
1Ts 1.3), à alegria (Cl 1.11) e, frequentemente, à vida eterna (Lc 21.19; Rm
2.7; Hb 10.36). O termo ilustra a capacidade de uma pessoa permanecer firme em
meio à alguma pressão, pois quem é portador da paciência bíblica não desiste
facilmente, mesmo sob as circunstâncias das provas extremas (Jó 1.13-22; 2.10).
Tiago encoraja-nos então a alegrarmo-nos diante do enfrentamento das várias
tentações (v.1), pois a paciência é resultado da prova da nossa fé.
3. Chegar à perfeição. A
habilidade de perseverar ou desenvolver a paciência não acontece da noite para
o dia. Envolve tempo, experiência e maturidade. O meio-irmão do Senhor destaca
na epístola a paciência para que o leitor seja estimulado a chegar à perfeição
e, consequentemente, à completude da vida cristã, que se dará na eternidade. A
expressão “obra perfeita” traz a ideia de algo gradual, em desenvolvimento
constante, com vistas à maturidade espiritual. O motivo pelo qual o cristão é
provado não é outro senão para que persevere na vida cristã e atinja o modelo
de perfeição segundo Cristo Jesus (Sl 119.67; Hb 5.8; Ef 4.13).
SINOPSE DO TÓPICO (3)
O propósito das tentações é amadurecer o crente,
para que este desenvolva a paciência e chegue à perfeição.
CONCLUSÃO
Sabemos que todo cristão passa por aflições e
tentações ao longo da vida. Talvez você esteja vivendo tal situação. Lembre-se
de que o nosso Senhor Jesus passou por inúmeras tribulações e tentações, mas
venceu todas, tornando-se o maior exemplo de vida para os seus seguidores. Cada
tentação vencida pelo crente significa um avanço rumo ao amadurecimento espiritual.
Um dia ele atingirá a estatura de varão perfeito à medida da estatura de Cristo
(Ef 4.13). Este é o nosso objetivo na jornada cristã! Deus nos recompensará!
Estejamos firmes no Senhor Jesus, pois Ele já venceu por nós e por isso somos
mais que vencedores.
“NaquEle que me garante: "Pela graça sois
salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8)”,